Cada ser humano tem uma maneira de amar e de demonstrar este sentimento que na Mitologia Grega é representado pelo Deus Eros(Deus do Amor) que foi criado pela Deusa Gaia (que nasceu do vazio que imperava antes no Universo).
Todos nós viemos com a missão de amar e sermos amados, mas às vezes esse sentimento é levado pelo lado meio obscuro e de confusão, ou seja, tem gente que se ilude achando que o que sente pelo outro é amor, sendo que muitas vezes não passa de obsessão e/ou de uma simples ou complicada paixão.
Como posso garantir que tem pessoas que acham que amam, mas que no fundo isso não passa de uma paixão?
Porque as pessoas sempre confundem o significado de ambas, fazendo uma confusão com a frase: “quem ama cuida”, e realmente cuida, mas não da maneira de posse, de querer mandar no outro. Quando nós amamos não cobramos nada em troca, podemos ter o amor do outro em troca, mas se não tiver eu não vou fazer de tudo para tê-lo pra mim, e é exatamente aí que mora a confusão do ser humano, pois ele acha que quem ama cuida e esse cuidar está ligado ao prender e a criar a imagem de alguém não tendo absolutamente a ver com que a pessoa é ou representa para você, abrindo o espaço a paixão e a obsessão, afinal a paixão acontece quando criamos a imagem de alguém sem avisar. Tem paixões que podem durar dias, semanas, meses, anos ou até mesmo toda a vida, mas quando o outro (a pessoa “amada”) mostra realmente como é e o apaixonado finalmente ver a verdadeira identidade de ambos, a imagem criada é destruída, nascendo à dor, o desespero e a angústia que servem de evolução para aprender diferenciar o amor de paixão.
Percebo que o ser humano só aprende realmente a amar o outro quando passa por uma experiência traumatizante e evolutiva e é exatamente por isso que temos que passar por momentos difíceis para crescermos e dele tirar a lição, onde erramos e onde acertamos. Muitas vezes não adianta alertar e nem falar absolutamente nada, o que temos que fazer é deixar cada qual viver o seu momento e respeitar isto, sem esquecer de que cada um de nós é responsável pelo que escolhemos para as nossas vidas, ou seja, não adianta jogar a culpa no mundo se o culpado somos nós mesmos que fazemos as escolhas acreditando ser a certa. Se realmente é a certa, então invista vá fundo, mas tenha consciência e capacidade de assumir as suas responsabilidades tanto positivas como negativas de forma firme e forte, afinal as coisas só acontecem nas nossas vidas se permitimos e se aconteceu nada de perder tempo se arrependendo, pelo contrário vá à busca do novo e da purificação.
Daí vocês devem ta me perguntando: o que você acredita ser o amor?
Eu acredito que o amor não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas o amor é, sem definições. Ame e não pergunte muito. Apenas ame e muito. Vamos amar uns aos outros, mas não tentamos possuir uns aos outros, vamos amar um homem ou uma mulher como amamos nossos pais, irmãos, filhos e amigos, vamos amar cada um de sua maneira respeitando o limite do outro e sem cobrar nada, porque quem ama cuida e cuida sem cobrar pelo cuidado oferecido e pelo sentimento que leva no peito. Vamos abolir essa maneira doentia de dependência e de acreditar que quem ama depende do outro e vive em função do outro, porque como disse anteriormente isso não é amor e sim obsessão, paixão e falta de amor próprio, porque só está preparado a amar quem realmente se ama em primeiro lugar e aceita o outro como é sem máscaras, deixando o parceiro(a) livre para respirar e demonstrando claramente o amor que sente, não sendo apenas através de palavras, mas também com demonstrações de carinho e cuidando de maneira livre. Isto é difícil? Não é nem um pouco, afinal se somos capaz de amar nós mesmo, os nossos pais, filhos, irmãos e amigos com liberdade, também somos capaz de amar o homem ou a mulher desta forma, sem cobranças, exigências, ciúmes doentios, descontroles e acima de tudo falta de respeito, sem esquecer as exigências de provas de amor, porque ninguém tem que provar nada a ninguém temos apenas que sentir e sermos felizes por termos alguém para amar, porque o sentimento é seu e de mais ninguém.
Gostaria de finalizar dizendo mais uma vez que: “Amemos uns aos outros, mas não tentemos possuir uns aos outros” e fazendo das palavras de Maria a personagem do livro Onze Minutos do mestre Paulo Coelho as mesmas de muitas pessoas.
“Durante toda a minha vida entendi, o amor como uma espécie de escravidão consentida.
É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
E quem ama o máximo sente-se livre.
No amor, ninguém pode machucar ninguém cada um de nós é responsável por aquilo que sentimos e não podemos culpar o outro por isso.
Hoje estou convencida de quem ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência de liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.”
Maria – Onze Minutos.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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adorei seu texto lore...
ResponderExcluirpra mim como sou dramatico, sigo a linha de luiz de camoes uhiuahauihaui
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?